Techsys - Administração de Imoveis em São Paulo
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Flats ociosos são reformados - Gazeta Mercantil
Antigos edifícios hoteleiros dão lugar agora a residenciais diferenciados. Há anos os flats são uma incógnita no mercado paulistano. Após um período de grandes investimentos, os flats passam por dificuldades geradas pela alta competição, principalmente com os novos hotéis econômicos e até mesmo com o moderno conceito de hospedagem de longa-permanência. Isso fez com que os velhos flats perdessem visibilidade, além do esperado retorno do investidor.
Atenta a esse quadro crescente de decadência dos flats, a administradora de condomínios Techsys se especializou na transformação de antigos edifícios hoteleiros em residenciais diferenciados.
Segundo Gad Adler, diretor estratégico da empresa, existem aproximadamente 30 mil apartamentos de flats na cidade de São Paulo. A necessidade turística, porém, é de apenas 10 mil unidades. Mas, na contramão desta realidade, mudanças sócio-econômicas como o aumento do número de descasados, solteiros e idosos, representam um grande potencial para o desenvolvimento de residenciais que oferecem condições semelhantes aos flats.
As construtoras são prova dessa tendência. Apartamentos de apenas um ou dois dormitórios estão cada vez mais presentes nos portifólios das empresas. A dificuldade de encontrar terrenos centrais, porém, afasta cada vez mais os projetos das áreas nobres. A solução encontrada pela Techsys: reformar os flats ociosos, localizados nos bairros centrais.
A estratégia da empresa, explica Adler, passou por uma mudança no foco dos negócios. Além da administração de condomínios, a Techsys passou a desenvolver um trabalho de valorização de patrimônio. A promessa é aumentar em 55%, já no primeiro ano, o valor do patrimônio. 'Em 24 meses estimamos um ganho de mais 25% neste valor', ressalta.
Esses dados são baseados na experiência do executivo na execução de projetos há cinco anos. O edifício Olympic Jardins é um exemplo. Com 176 apartamentos de 40 a 60 m, o empreendimento residencial, situado no nobre bairro paulistano de mesmo nome, não atendia às expectativas dos investidores. 'Eles tinham a ilusão de que transformar o edifício em flat seria melhor do que alugar tradicionalmente', recorda Adler.
Em 1997, a Techsys assumiu como síndica do edifício. 'Realizamos um trabalho integrado de gerência do projeto de conversão e gerência do dia-a-dia do condomínio', explica. As ações compreenderam inicialmente a definição de uma taxa fixa de condomínio por um período de dois anos.
'Transformamos a taxa em investimento' comenta. 'É esse valor que garante as reformas da infra-estrutura', explica Adler. O resultado: antigamente o valor do empreendimento era de R$ 2,8 mil o m, mas após a reestruturação passou a um valor de venda de R$ 4,1 mil o m.
Entretanto, Adler é enfático: 'Nem todos os flats podem ser transformados em residenciais'. Para ele, empreendimentos com unidades com menos de 30 não são adequadas às transformações.
Atualmente, a Techsys tem projetos em andamento nos condomínios Le Bougainville (Alphaville) e Expert Home Service (Itaim), os quais já apresentam valorização de patrimônio acima de 20%. Recentemente, assumiu também a administração do Moema Studio (Moema). O edifício Le Bougainville foi o primeiro flat de Alphaville, com 240 apartamento de 54 mcada. Construído em 1989, o prédio apresentava problemas não só estruturais, mas principalmente administrativos. 'Começamos com uma despesa condominial de R$ 207 mil por mês e em 60 dias conseguimos reduzir o custo para R$ 140 mil.
'Encontramos o prédio desatualizado e com sistema de manutenção precário', conta. A proposta também foi adotar um valor fixo de condomínio para realizar uma reforma completa. Há um ano, quando começou a administrar o empreendimento, existiam 90 apartamentos vagos. Hoje são apenas 35. O valor do patrimônio também subiu, de R$ 55 mil no início das obras para R$ 85 mil.
Atualmente a Techsys administra 900 unidades, em seis prédios. A previsão é atingir, até 2006, 2,5 mil unidades.

Criado em 13/10/2005.
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