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| Falta de investimento trava avanço brasileiro - Folha de Alphaville A lista de problemas enfrentada pelo governo brasileiro para manter o crescimento econômico do país não deriva dos cenários internacionais, mas da condução da política econômica interna, que priorizou juros altos e não incentivou novos investimentos. Isso é o que pensam empresários da região e os especialistas entrevistados nessa semana pela reportagem da Folha de Alphaville. O diplomata e professor de mestrado do Centro Universitário de Brasília (Uniceub), Paulo Roberto de Almeida (também autor de diferentes livros na área de relações internacionais), explica que o Brasil poderia ter mais chances de crescer porque não está mais sob o efeito de crises internacionais como as que ocorreram no México e na Argentina, no período dos dez últimos anos. 'Com uma taxa de investimento de apenas 20% ao ano, o Brasil não consegue crescer mais que 2% por ano, isso é conseqüência. Para se crescer mais, seria preciso ter uma taxa mais elevada de investimento no país', disse. Reconhecido no campo diplomático, ele analisa que as eleições desse ano não terão os mesmos efeitos que tiveram as de 2002, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito. Naquele período - quando o dólar disparou, o risco-Brasil alcançou alta significativa, a ponto de afastar investimentos estrangeiros -, a campanha à presidência de Lula alimentava uma ruptura com o Fundo Monetário Internacional, o fim das privatizações, renegociação da dívida externa e uma nova condução da política econômica. 'A inflação também subiu bastante, mas o cenário de 2002 não deve se repetir porque o desempenho da política econômica atual não indica esse perigo', disse. 'O presidente (Lula) disse que manterá o estilo de política econômica até agora seguida', completou. Na visão do professor do curso de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UNB), Argemiro Gregório, o governo do presidente Lula perdeu o controle da política de juros e sacrificou o ritmo do crescimento interno. Segundo Gregório, o governo brasileiro seguiu o chamado Consenso de Washington (que são as diretrizes do governo dos Estados Unidos para os países em desenvolvimento). 'As relações pessoais de Lula e George W. Bush (presidente norte-americano) são ótimas, o que mostra a continuidade da política econômica do governo anterior (de Fernando Henrique Cardoso)', comparou ele.'Vivemos em boas condições externas e o Brasil não aproveitou isso para crescer. Não fez investimentos em infra-estrutura industrial e isso é medido pelo setor', completa o professor. O gestor da Jaguaré Embalagens, Eder Régis, disse que a economia do país será positiva por dois fatores: primeiro porque é um ano eleitoral, e porque haverá reposição de estoques das empresas. 'O presidente (Lula) terá que aumentar os investimentos se quiser se reeleger', completou.Dentro da política econômica que vem sendo o norte do Brasil até agora, a diminuição do peso da carga tributária e incentivos para pequenos investimentos estrangeiros foram definidos como urgentes. O diretor da Virtual Office, Vitor Gradilone, disse que o país 'não dá incentivo ao capital estrangeiro para pequenos investimentos, mas apenas para investimentos vultosos'. Para Gradilone, a crise política e o volume de dinheiro que financia o sistema político são fatores que devem refletir sobre a opinião pública nas eleições desse ano.O engenheiro Marcelo Leone, diretor da Natural Limpeza, disse que o cenário político desse ano, acrescido de denúncias, interfere em uma previsão com tendências mais seguras sobre os desdobramentos da economia brasileira neste ano. Uma das previsões para a economia foi feita pelo diretor comercial da Techsys, Gad Adler. Segundo ele, o setor da construção civil tem perspectivas de crescimento positivas para este ano, sem deixar de ser um dos pavios do motor de diferentes campanhas eleitorais. |
| Criado em 10/02/2006. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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