| Administração de imóveis São Paulo e gerenciamento de investimento. Esta é uma versão otimizada para celulares. ![]() |
| Flats de roupa nova - Empreendedor Em meio a instabilidade econômica dos anos 80, o flat era sinônimo de segurança para quem procurava uma aplicação confiável no ramo de imóveis e, de quebra, garantir uma fonte de renda extra na aposentadoria. O sistema que combina o conforto de um apartamento com o atendimento dos hotéis, tornou-se referência para executivos em viagem, profissionais liberais e turistas em busca de sossego. Mas a construção desenfreada desses empreendimentos e também de novos hotéis resultou no excesso de ofertas, e o que era um bom negócio se transformou em um problema para os condomínios que não conseguiram acompanhar as mudanças nos padrões de arquitetura, atendimento e de serviços. Segundo dados do setor, a Grande São Paulo concentra 35 mil flats, mas a demanda atual é de apenas 10 mil interessados. Embora a maioria desses imóveis esteja situada em áreas nobres, são poucos os que conseguem competir com os novos hotéis que mesmo localizados em bairros distantes atendem satisfatoriamente as exigências do público. Com base nas necessidades deste setor, a empresa Techsys desenvolveu a solução pioneira de transformar um flat-hotel em condomínio residencial por meio do sistema de retrofit, que combina ações integradas de gerência dos projetos de consultoria e de administração do condomínio. A proposta é manter e aprimorar os serviços das áreas comuns para atrair novos locatários e promover a valorização do patrimônio em até 55% já no primeiro ano, diz o engenheiro Igor Gleb, sócio-proprietário da Techsys. Com experiência na área de logística, consultoria e avaliação de imóveis, Igor começou a perceber os sintomas da desvalorização massiva dos flats no final dos anos 90. Para realizar a manutenção dos serviços, desenvolveu uma metodologia exclusiva a Techsys Enhanced Maintenance Method que controla o planejamento e a realização dos procedimentos através de um software personalizado. Entre os serviços executados estão organizações de finanças, reformas estruturais e remodelagem do sistema de locação. Em muitos casos são os moradores que percebem a estagnação do empreendimento e sugerem as mudanças de olho na retomada da valorização. Foi o que aconteceu no condomínio Le Bouganville, construído em Alphaville em 1988. Com 240 unidades, o local foi um dos primeiros prédios de flats do bairro e nos anos iniciais registrou crescimento e valorização. Mas com o passar do tempo, eu percebi que o prédio teve um desgaste que não era natural: o desinteresse do público, diz Azamor Bastos Pereira, síndico e morador do condomínio. Com as mudanças promovidas pela Techsys, a despesa com o condomínio foi reduzida de R$ 207 mil por mês para R$ 140 mil em 60 dias. Há um ano, havia 90 unidades vagas; hoje são 35 e o valor do patrimônio subiu de R$ 55 mil no início das obras para R$ 85 mil. Optamos pela mudança porque o Le Bouganville deixou de acompanhar as exigências do mercado, enquanto outros locais ganhavam a preferência do público e as imobiliárias tinham cada vez mais dificuldades em renovar os contratos de locação, diz Azamor. Com a variedade de perfis dos investidores casais sem filhos, divorciados, solteiros e idosos, o condomínio deve fazer uma análise minuciosa junto à empresa prestadora do serviço para que as mudanças possam sair do papel. Independente do tipo de reestruturação, o principal desafio, segundo Igor, é enfrentar a resistência dos proprietários. As pessoas têm que ter coragem para apostar na mudança e acreditar no novo modelo para realizar investimentos, e isso não é simples de se conseguir, diz. |
| Criado em 24/02/2006. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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