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Flats ociosos ganham nova roupagem - Jornal dos Bairros (Moema, Higianópolis, Vila Mariana e Bela Vista)
Há anos os flats são uma incógnita no mercado paulistano. Após um período de grandes investimentos (anos 80), os flats passam por dificuldades geradas pela alta competição, principalmente com os novos hotéis econômicos e até mesmo com o moderno conceito de hospedagem de longa-permanência. Isso fez com que os velhos flats perdessem visibilidade, além de não alcançar o esperado retorno dos investidores.

Atenta a esse quadro crescente de decadência dos flats, a administradora de condomínios e especializada em valorização de patrimônio, TECHSYS é pioneira na transformação de antigos edifícios hoteleiros em residenciais diferenciados.

Segundo Gad Adler, diretor comercial da empresa, existem aproximadamente 30 mil apartamentos de flats na cidade de São Paulo. A necessidade turística, porém, é de apenas 10 mil unidades. Mas, na contramão desta realidade, mudanças sócio-econômicas como o aumento do número de descasados, solteiros e idosos, representam um grande potencial para o desenvolvimento de residenciais que oferecem condições semelhantes aos flats.

As construtoras são prova dessa tendência. Apartamentos de apenas um ou dois dormitórios estão cada vez mais presentes no portifólios das empresas. A dificuldade de encontrar terrenos centrais, porém, afasta cada vez mais os projetos das áreas nobres. A solução encontrada pela TECHSYS: reformar os flats ociosos, localizados nos bairros centrais.

A estratégia da empresa, explica Adler, passou por uma mudança no foco dos negócios. Além da administração de condomínios, a TECHSYS passou a desenvolver um trabalho de valorização de patrimônio. “Em 24 meses estimamos um ganho de mais de 50% neste valor” ressalta.
O edifício Olympic Jardins é um exemplo. Com 176 apartamentos de 40 a 60 m², o empreendimento residencial, situado no nobre bairro paulistano de mesmo nome, não atendia às expectativas dos investidores. Em 1997, a TECHSYS assumiu a administração do edifício realizando um trabalho integrado de gerência do projeto de conversão e gerência do dia-a-dia do condomínio.

As ações compreenderam inicialmente a definição de uma taxa fixa de condomínio por período de dois anos.“Transformamos a taxa em investimento” comenta. “É esse valor que garante as reformas da infra-estrutura”, explica Adler. O resultado: antigamente o valor do empreendimento era de R$ 2,8 mil o m², mas após a reestruturação passou a um valor de venda de R$ 4,1 mil o m².

Atualmente, a TECHSYS tem projetos em andamento nos condomínios Le Bougainville (Alphaville) e Expert Home Service (Itaim), os quais já apresentam valorização de patrimônio acima de 20%. Recentemente, assumiu também a administração do Moema Studium (Moema). A empresa administra 900 unidades, em seis prédios. A previsão é atingir, até 2006, 2,5 mil unidades.


Criado em 15/03/2006.

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